Grupo Vínculo - Apoio voluntário especializado para cuidados com a vida

Mulher moderna: Maternidade X Vida profissional

                                                                            Por Verô Guimarães

Olá, esse é meu texto de estréia aqui no blog do Grupo Vínculo e estou muito feliz em fazer parte desse grupo de mulheres que pensa em outras mulheres e também em seus filhos. Vou abordar um assunto que é tema de muitas capas de revistas há anos: mulher moderna, a relação entre a maternidade e a vida profissional. Espero que gostem!
Atualmente a maternidade tem acontecido por opção de muitas mulheres. Por advento da vida moderna mesmo podemos escolher qual o momento de nos tornarmos mães. A maioria dessas mulheres modernas optou por não terem aquela vida que conhecemos de nossas avós e bisavós, a mulher que cuida apenas da casa, do marido, e, quando chegam, dos filhos.
Com o avanço da ciência e da tecnologia, nem mesmo a questão mãe ante 30 anos é levada em conta. Temos no media setting (na gíria de nós comunicadores, os assuntos mais comentados da atualidade) uma atriz conhecida nacionalmente que está grávida e feliz da vida no auge dos seus 54 anos. E o tabu não é só a questão da idade não.
A maioria de nós, mulheres que tem como opção (ou necessidade mesmo) o trabalho fora de casa, se previne para que uma gravidez não aconteça ‘fora de hora’ e sim num momento oportuno. Eu fui uma dessas mulheres, tive meu filho no ano passado, aos 31 anos (após os 30, portanto), e com já 10 anos de casada. Tudo em função da profissão e da tal estabilidade financeira... Sim, deixamos de lado a nossa ‘função de procriar’ para tornarmos profissionais.
E após a gestação, com a chegada do filho como fica a vida profissional? Pois é... não fica como gostaríamos, mas de alguma forma que una a mulher mãe e a mulher profissional, tem que ficar!
Na verdade há um desdobramento um tanto quanto radical na vida da mulher a partir da ruptura do cordão umbilical. Amamentar ou não? Ou até quando amamentar? A questão profissional é mais ou menos por aí também. Voltar a trabalhar ou não? Período integral ou meio? Quando voltar a trabalhar afinal? E meu filho, fica onde: creche, escolinha ou vovó? São muitas as dúvidas, os anseios, as pressões.
Algumas conseguem ter a opção de ficar com a criança por um tempo, às vezes o primeiro ano, às vezes a primeira infância, algumas seguram até que a criança entre na fase da alfabetização. Mas grande parte ainda necessita voltar à atividade profissional logo após o período de licença maternidade, necessidade ou medo, sim medo de perderem seu lugar ao sol na esfera profissional. E é aí que tudo muda. A mulher passa então e ver seu filho sob os cuidados de outra pessoa. Pessoa essa que muitas vezes acaba por tornar-se a referência para a criança, já que muitas mães saem muito cedo de casa para retornarem muito tarde, e pouco vê seu filho.
Essa mulher, como se não bastasse ficar pouco tempo com seus filhos, ao chegar em casa ainda precisa preparar a refeição da família, verificar a roupa, a higiene da casa, arrumar a mochila da criança para o dia seguinte. E não pára por aí, ela precisa ser a esposa e, claro, a mãe! Sim, essa mulher moderna é uma verdadeira guerreira!
E essa guerreira tem cada dia menos seu valor reconhecido, frente aos homens, em sua maioria machista, e também, pasmem, frente a muitas mulheres, que simplesmente se esquecem que também são mulheres. E é por razões como essas que muitas acabam por optar simplesmente por não serem mães. Medo de não dar conta do recado? Medo da pressão – que não é pouca? Talvez.
Mas a maioria acaba tirando de letra. A mulher tem o espírito de luta, de ser vencedora por natureza. E é por isso que vemos cada vez menos mulheres tendo suas vidas como as de nossas avós e bisavós para tornarem-se cada dia mais mulheres modernas. Vemos diariamente a padeira, a faxineira, a motorista, a bancária, a secretária, a médica, a empresária ocupando espaços no mercado de trabalho.... todas mulheres, mulheres modernas, mulheres e, em sua maioria, mães!
Valorize a mulher que existe em você. E se você não for uma, valorize a mulher que está ao seu lado, sua mãe, sua irmã, sua esposa. Certamente ela é ou será uma dessas mulheres modernas, uma guerreira!

*Verô Guimarães é jornalista, mãe, mulher e cidadã. 
Além do blog do Grupo Vínculo escreve em blog próprio 
com o tema maternidade (www.vidanovaenovavida.zip.net), 
e outros dois sobre atualidades e animais.

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