Grupo Vínculo - Apoio voluntário especializado para cuidados com a vida

Amamentação: Obrigada Grupo Vínculo !!!



Conheço os dois tipos de amamentação; a que não deu certo e a que foi um sucesso. Analisando os fatores que levaram a essa constatação posso afirmar que:

-Primeira gravidez aos dezessete anos, sem planejamento, sem informações e amamentação interrompida aos dois meses por conta de rachaduras, dores no seio e orientações indistintas;

-Segunda gravidez oito anos depois, planejada, o desejo da amamentação, uma represa transbordando de informações, orientações e auxílio de profissionais conscientes da saúde humanizada, e um bebê de 1.960 kg e 40 cm que mamou o peito de primeira e que mama em livre demanda - até hoje.

Desde o planejamento da segunda gravidez comecei a amar o projeto de amamentar. E passei a viver esse desejo, de forma tranqüila, em pleno estado de graça, me preparando mentalmente e fisicamente.  Era um desejo real, o instinto materno tomou conta de todos meus princípios, mas eu sabia que sozinha não conseguiria ter discernimento o suficiente para fazer com que esse sonho fosse naturalmente um sucesso.

Então quando estava com 19 semanas de gestação participei do meu primeiro encontro com outras mães e profissionais sobre amamentação.
Um encontro com o Grupo Vínculo que apóia a maternidade natural. 



Eu, uma mãe de segunda viagem precisava de informações sobre como amamentar um bebê? Precisava!

Descobri uma infinidade de formas, simples e naturais, para a realização de uma amamentação com sucesso. Obviamente não
existe nenhum manual, nenhuma regra básica, apenas sugestões que nos fazem refletir sobre a melhor maneira de nos descobrirmos como mães a auxiliar este processo mágico e delicado que é a amamentação.

E esta foi minha primeira exposição à verdadeira rendição a este ato de amor.
Um encontro com meus instintos mais primordiais, um encontro com meus instintos mais inatos.

E por que ninguém nunca havia me falado sobre isso antes?

Que eu não era a única a ter dúvidas aparentemente comuns!
Que eu não era a única a se sentir perdida diante de tantas linhas de informações!
Que eu não era a única mãe insegura da face da terra!
Que eu não era a única a ter problemas e recorrer a soluções pouco convencionais!

Descobri que não, não sou a única cheia de dúvidas, não sou a única com sede de informações.

Eis que me encontrei com esse grupo que não é apenas composto de profissionais conscientes, mas também de mulheres e mães-mamíferas que coexistem em perfeita harmonia.
E descobri-las, descobrir outras mães que agem, que buscam se informar, da mesma forma que eu, me fez sentir-me ainda mais forte!
Senti-me reconhecida na maternidade alheia!



Hoje eu defendo uma maternidade diferente, mais natural, adepta ao Attachment parenting e tudo que dele decorre: de colo, peito em livre demanda a cama compartilhada.



E sou eternamente grata a este grupo que me abriu os horizontes e me transformou em uma mãe - sobretudo humana - consciente e realizada.

E recomendo, informação faz toda diferença.


“Não se deixe tapear. Dar a luz, amamentar é uma aventura pessoal.
Acredite na tua capacidade de amamentar. A maternidade não se resume as vias de parto e amamentação, e sim o conjunto de toda obra.”


Natália Piassentini,
Mãe da Giulia e da Maria Clara.
Autora do blog: WWW.minhapequenamaria.com

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